No primeiro jogo da Fase de Grupos do WSE Euro Men, Portugal perdeu com a Itália, pela margem mínima de 2-3, num jogo em que foi superior, mas onde faltou eficácia e também um pouco de sorte à seleção nacional.

O primeiro lance de perigo pertenceu aos pupilos de Paulo Freitas, protagonizado por Miguel Rocha, e logo depois o segundo, criado por Gonçalo Alves.

Portugal entrou determinado a impor o ritmo e o seu hóquei, enquanto a Itália optou por jogar na expetativa do erro luso, arriscando pouco nos primeiros momentos e, quando o fez, Xano Edo disse «presente» entre os postes lusos.

Apesar das situações de perigo, Portugal não conseguia finalizar e os italianos começou a aproximar-se mais vezes da baliza de Xano, acabando mesmo por inaugurar o marcador, aos 16 minutos, numa saída em transição rápida (0-1).

A pouco mais de dois minutos para o descanso, Alvarinho recebeu de Hélder Nunes e rematou forte cruzado para o empate a um golo, resultado ao intervalo.

A etapa complementar iniciou praticamente da mesma forma que os primeiros 25 minutos: a Itália a arriscar pouco e Portugal a insistir no caminho para a baliza adversária, mas o guardião italiano foi negando o golo.

Aos 14 minutos foi assinalada a 10ª falta italiana, mas Gonçalo Alves permitiu a defesa de Stefano Zampoli. Menos de um minuto depois a seleção passou para a frente do marcador, com golo assinado por Rafa, assistido por Hélder Nunes.

Momentos depois, em menos de um minuto, a Itália voltou a passar para a frente do marcador: primeiro através de um lance de alguma infelicidade para Portugal, em que a bola bateu no patim de Gonçalo Alves e entrou na baliza das quinas (2-2). Momentos depois, após uma oportunidade clara de golo para Portugal, os italianos saíram rapidamente em transição e lograram o 2-3.  

A quatro minutos do fim, Alessandro Verona viu o azul por falta sobre Zé Miranda, mas chamado a converter, Alvarinho não conseguiu bater o guardião italiano.

O conjunto luso não conseguiu aproveitar o powerplay e, apesar de ter criado várias situações de golo e ter jogado de 5×4 no último minuto do jogo, o resultado não sofreu alterações.

Declarações no final da partida:

Hélder Nunes:

Estávamos numa boa linha de trabalho nestas quatro semanas, ganhámos o torneio na Catalunha e continuamos a estar. Se era para perder algum jogo, acho que toda a gente neste pavilhão preferia perder na fase em que não é eliminar. E quando for a eliminar, como é óbvio, vamos ter de corrigir estes erros para que não volte a acontecer uma derrota.

Paulo Freitas:

Não foi claramente a estreia que queríamos. Queríamos entrar a ganhar. Não saímos com essa boa sensação em termos de resultado, mas mantemos tudo aquilo que trabalhámos e todo o nosso foco para o que é necessário fazer.

Um jogo em que aquilo que nos faltou foi foi eficácia. Não fomos eficazes na bola parada, na transição ofensiva, no powerplay, no 5 para 4, contra uma belíssima Itália, muito organizada, com muita qualidade individual e que nos coloca vários tipos de problemas, seja entre linhas ou em situações de um contra um. Portanto, hoje não foi claramente o nosso dia, mas não vai mudar rigorosamente nada daquilo que temos perspectivado e, amanhã, cá estaremos de cabeça levantada e cara lavada para lutarmos pela vitória contra a França.

Agenda | Fase de Grupos
02/09/25 | 21h45 | Portugal x França
03/09/25 | 21h45 | Espanha x Portugal

Todos os jogos têm transmissão em direto na RTP 1 e RTP Play e o calendário e as fichas de jogo em tempo real podem ser consultados aqui.