Não é como começa, mas sim como acaba. Portugal derrotou a França na final do WSE Euro Men, por 4-1 e sagrou-se campeão da Europa de Hóquei em Patins, um título que fugia à seleção nacional masculina desde 2016.
Foi um Pavilhão Rota dos Móveis lotado que recebeu o derradeiro jogo de um europeu que não começou da melhor forma para o conjunto luso.
Uma bola de saída muito perigosa de França traduzida num remate forte de longe de Roberto Di Benedetto defendido por Xano Edo e a resposta imediata de Gonçalo Alves, adivinhavam um jogo digno de uma final.
Aos quatro minutos, Xano defendeu um remate potente com a máscara, mas apesar do perigo francês, Portugal soube armar as suas defesas e responder.
O conjunto das quinas apostou no ataque organizado, enquanto França mostrava-se mais afoita na busca do golo, ajudando Xano Edo a brilhar entre os postes.
Ao minuto 15 gritou-se pela primeira vez golo de Portugal: jogada de insistência de Rafa Bessa a partir do meio-rinque, em que deixou primeiro Carlo Di Benedetto e depois Marc Rouzé para trás e, já de frente para Chambel, rematou para o primeiro do conjunto das quinas.
A ter de patinar atrás do prejuízo, França aumentou a pressão, no entanto sem conseguir ser eficaz, muito graças à coesão defensiva da seleção.
A seis minutos para o intervalo foi assinalada a 10ª falta francesa. Chamado a converter, Alvarinho, com muita calma, dilatou para Portugal (2-0), resultado com que as equipas foram para o balneário.
Portugal entrou muito bem no segundo tempo, a conseguir bloquear as investidas adversárias. Com quatro minutos no relógio, Roberto Di Benedetto cometeu falta para penálti sobre Rafa, que Gonçalo Alves transformou no 3-0.
Galvanizado pelo resultado e pelo público, Portugal não vacilou e continuou a procurar ampliar o resultado. A França também não se deu por vencida, mas sem conseguir ser eficaz. As duas equipas continuaram a imprimirem um ritmo muito alto e a criar situações eminentes de golo.
No último minuto a França beneficiou de um penálti defendido por Xano Edo, no entanto conseguiu reduzir pouco depois (3-1), mas o tempo no relógio já era escasso, com Rafa Bessa a acabar como começou: a marcar o quarto e último golo de Portugal.
Declarações no final da partida:
Paulo Freitas:
Não foi um jogo com a qualidade que houve ontem, muito por culpa também daquilo que a França nos apresentou, e acima de tudo, acho que esta foi uma equipa com muito coração, com muita alma, mas com muita razão também.
Somos campeões europeus. Estou muito orgulhoso de liderar esta rapaziada e muito orgulhoso de representar o meu país.
Rafa (sobre ser o último jogo a representar a seleção nacional, visivelmente emocionado):
Antes de me reunir no primeiro dia do estágio, comuniquei que seria a minha última vez aqui neste espaço da seleção e felizmente consegui sair com o título, mas acima de tudo saio de consciência tranquila porque sempre dei tudo pelo nosso país.
Foi um orgulho muito grande poder representar Portugal, e um sonho de criança que se tornou realidade. Além disso, pude juntar esta presença com títulos: mundial dos títulos europeus, pelo meio o GoldenCat que se tornou um torneio oficial, a Taça das Nações.
Acima de tudo o que levo são as amizades que fiz aqui, todos os bons momentos que passei dentro do rinque com os meus companheiros e também fora dele.
Hélder Nunes:
O nosso objetivo passava por ganhar a fase de grupos, não o conseguimos. Tivemos uma fase de grupos realmente má a nível de jogo, de intensidade, de tudo. Felizmente acabou da melhor maneira, mostrámos o carácter e o grupo que temos. Foi um público, incrível, muito obrigado a todos.
