Terminaram os Campeonatos Nacionais de Patinagem Artística da 1ª Divisão, nas especialidades de Patinagem Livre e Pares Artísticos e Solo Dance e Pares de Dança.
As provas decorreram ao longo do mês de julho em diferentes pontos do país — Cuba (Alentejo), Sassoeiros (Lisboa), Custóias (Porto) e Tomar (Ribatejo) —, refletindo a força e a descentralização da disciplina da Patinagem em Portugal, com destaque para a excelente capacidade organizativa dos clubes anfitriões, o envolvimento das autarquias e o apoio das comunidades locais.
O presidente-adjunto da Federação de Patinagem de Portugal (FPP), José Raimundo, considera que o balanço da competição é «extremamente positivo, tanto a nível organizativo como desportivo».
O dirigente destacou que «os quadros competitivos em Portugal demonstraram uma vitalidade excecional» e relembrou que, ao longo dos quatro Opens realizados previamente, «foram disputadas mais de 1100 provas, das quais resultaram os apuramentos para o Campeonato Nacional da 1.ª Divisão».
Estiveram em competição mais de 500 atletas nas especialidades de Dança e Livres, o que, segundo Raimundo, «revela a dimensão e a exigência do processo de qualificação e a profundidade do talento nacional».
O responsável sublinhou ainda que «as fases finais foram marcadas por um ambiente altamente competitivo e exigente, com um nível técnico e artístico de excelência».
«A emoção foi constante, com resultados indefinidos até à última prova, o que espelha o equilíbrio entre os principais intervenientes e a qualidade crescente da formação nacional», frisou, acrescentando que «esta incerteza competitiva contribuiu para um espetáculo desportivo vibrante e envolvente, mantendo atletas e público em grande expectativa até ao fim».
José Raimundo elogiou também «a entrega e o profissionalismo de todos os intervenientes — atletas, treinadores, juízes e equipas de apoio —, que resultaram em momentos de grande espetáculo e emoção», salientando «a adesão do público em todas as localidades que encheu as bancadas reforçando o ambiente de celebração que se viveu em cada etapa».
O dirigente concluiu que «a patinagem artística afirmou-se, mais uma vez, como uma modalidade em crescimento sustentado, com uma base sólida, organizada e com um enorme potencial de afirmação no panorama desportivo nacional e internacional».