A Seleção Nacional esteve dois dias, em Sesimbra, no estágio de preparação para o Mundial dos World Skate Games, que se realiza em novembro, na Argentina.

Na conferência de imprensa no final dos trabalhos, Rafa considerou que «o balanço é positivo» e «acima de tudo, é sempre bom estarmos juntos em contexto de seleção e aproveitar, tanto dentro como fora da pista, conhecermo-nos ainda melhor e conhecer atletas que ainda não tínhamos tido oportunidade de trabalhar juntos. Por isso o balanço é positivo e penso que o objetivo foi cumprido».

O atleta da seleção nacional salientou que «o objetivo deste estágio é também começarmos a interiorizar que vamos ter o mundial em novembro. A partir do momento em que entramos aqui no estágio da seleção, pensamos sempre na próxima competição que é o mundial. Por isso esse tema esteve e estará presente, muito mais a partir de agora e até ao fim».

Sobre o estágio ter sido realizado no final da época, Rafa foi perentório: «não custou – até porque acho que qualquer atleta que venha à seleção vem com enorme orgulho e prazer. Não é sacrifício nenhum estar aqui nem vestir esta camisola por isso, apesar de ser numa altura de final da época – onde há muito cansaço – não são dois dias que nos vão tirar o sono e que nos vão deixar ainda mais cansados», disse.

O selecionador nacional, Renato Garrido, chamou a este estágio um leque mais alargado de 16 atletas, o que Rafa considerou «positivo» e sublinhou que «a seleção não é um grupo fechado». «Estão aqui os melhores durante a época e é sempre bom termos um grupo mais alargado», disse lembrando que «também é bom os jogadores que já estão cá há mais tempo sentirem que há jogadores que podem entrar na seleção e que o facto de termos um passado na seleção não nos garante nada para o futuro». «É sempre bom conviver com pessoas diferentes e perceber que todos nós podemos representar a seleção no mundial de novembro e que sejam os dez que forem, Portugal vai ser bastante competente».

Para Renato Garrido, o balanço do estágio é também «extremamente positivo» e frisou que «era exatamente isto que queríamos: alargar o grupo de trabalho» e trabalhar «sabendo que vinham de um final de época bastante desgastante». Para Garrido «é importante podermos trabalhar em contexto de seleção o máximo de vezes possível». «Fizemos essencialmente dois bons treinos e este último treino também foi essencialmente para divulgarmos o hóquei em patins aqui em Sesimbra onde colaborámos com o Grupo Desportivo de Sesimbra com a integração de atletas dos Sub-19 e Sub-20», disse.

O selecionador explicou que, com este estágio de preparação «conseguimos aferir situações, dar mais oportunidades a mais jogadores» pois «o contexto de seleção não é uma equipa fechada e eles têm de saber que há competitividade e que há outros jogadores que podem dar o mesmo contributo, sabendo nós também que temos um modelo de jogo e que há jogadores que estão connosco, que já trabalham há algum tempo e dão-nos confiança mas há outros valores que também podem aparecer na Seleção».

Sobre as perspectivas para o Mundial na Argentina, em novembro, Renato Garrido considera que «as seleções quase todas elas evoluíram e apareceu agora a França que para mim também é candidata». «Nós, em qualquer competição europeia ou mundial, somos sempre candidatos. A Argentina, jogando em casa, será sempre a grande favorita. Temos a Espanha que ganhou o Campeonato da Europa, também será favorita. Nós somos seremos sempre candidatos, estaremos lá sempre na luta. Primeiro para estarmos presentes na final, esse é o grande objetivo e depois, nas finais, se o conseguirmos, serão outras conversas. Agora, candidatos sempre. Temos de o assumir claramente, quando estamos a representar Portugal», concluiu.

Toor

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