O Campeonato Europeu de Sub-17 e Sub-19 vai decorrer, de 7 a 11 de setembro, em Paredes, e as seleções nacionais terminaram, ontem, a segunda semana de trabalhos de preparação para a competição, no Luso.

Para o selecionador nacional de Sub-17, Nuno Ferrão, este é «o iniciar de um processo de atletas que foram vistos já há bastante tempo» e dos quais era necessário aferir «o seu nível de desempenho e de desenvolvimento dos últimos dois anos», dado as condicionantes existentes. Nuno Ferrão considera que «houve uma melhoria significativa nos índices físicos, técnicos e táticos» e acredita que a seleção «está no caminho certo para consolidar os automatismos», objetivo da próxima semana, de forma a «entrar na competição o melhor possível».

Nuno Ferrão, Selecionador Nacional de Sub-17

No que diz respeito ao campeonato em si, o treinador não tem dúvidas que a sua realização, independentemente do número de equipas «é fundamental, porque é um farol, tanto para estes atletas que têm ambições de sonhar com uma seleção nacional A, bem como para todo o hóquei nacional nestas gerações» uma vez que é necessário que acreditem que «há que manter a energia e o foco de evoluir, no sentido que o hóquei e as seleções jovens são a catapulta para chegar à seleção nacional sénior».

Por estes motivos, «este campeonato é fundamental, para além de toda a dinâmica da organização, do Comité Europeu, da World Skate Europe e da própria Federação, de forma a reativar um processo de desenvolvimento dos atletas a longo prazo», conclui.

Nos Sub-19, o selecionador Vasco Vaz, descreve a preparação como «duas semanas de um trabalho intenso, onde todos os atletas estiveram perfeitos em termos de atitude e motivação», tendo trabalhado aquilo «que é essencial», perspetivando o Europeu. A seleção de Sub-19 realizou três jogos treino (AD Sanjoanense, HC Turquel e UD Oliveirense) que «nos deram boas indicações para aquilo que será o futuro deste lote de jogadores».

Vasco Vaz, Selecionador Nacional de Sub-19

Para Vasco Vaz, a realização do Europeu é uma mais-valia pois, mesmo com uma participação reduzida de quatro equipas, «vamos fazer cinco jogos e acho que não podíamos era estar parados. E para esta geração, que podia não ter mais nenhum campeonato da Europa, é muito bom».

O treinador enfatizou o papel das entidades que que se empenharam para que a competição se realize pois «para estes jovens era muito mau estarem três anos sem competição» e deixa um alerta «muito especial» para as seleções que não puderam estar presentes: «se queremos que o hóquei ganhe raízes e cada vez se fortifique mais, temos de estar todos juntos, senão estamos sujeitos a que as coisas não entrem no bom caminho».

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Toor Azemad

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