A seleção nacional acabou por não disputar o jogo que decidiria o terceiro e quarto lugar, no Campeonato Europeu de Hóquei em Patins. A World Skate Europe – Rink Hockey (WSE-RH) decidiu cancelar o jogo.

Em jeito de balanço, Hélder Nunes referiu que a equipa «desde o início se preparou para disputar a final. Fizemos tudo o que esteve ao nosso alcance. Infelizmente com os resultados que se foram proporcionando durante o campeonato, isso não foi possível» disse.

«Hoje tivemos a triste notícia, de manhã, que o Henrique e o João testaram positivo ao Covid e quando chegámos ao pavilhão, soubemos que havia mais casos. É uma questão de saúde pública que implica todos os que estão no pavilhão. Nós gostamos de jogar e ganhar dentro do campo», sublinhou. «Infelizmente a Covid hoje voltou a atacar e desta vez tocou ao Henrique e ao João. Estamos solidários com eles e com todas as pessoas que testem positivo, esperando que recuperem o mais rápido possível e nós vamos fazer a nossa parte: testar todos os dias para termos as nossas famílias seguras».

O selecionador nacional, Renato Garrido, explicou que «viemos preparados para jogar e claro que os casos positivos nos preocuparam. Tomámos todas as medidas de segurança para todos e foi a WSE-RH que decidiu e nós respeitamos a decisão. Porque foi, porque não foi, passa-nos um bocado ao lado. Nós estávamos aqui prontos e preparados para jogar. Íamos ter menos dois jogadores importantes, mas preparámo-nos para o jogo».

Na análise à competição, o selecionador fez questão de referir que «porque sou líder desta equipa e porque há que dar a cara em todos os momentos e não só nos de glória, sabemos perfeitamente que não estivemos ao nível que queríamos estar em todos os jogos», salientando que «não foi por falta de empenho nem de atitude». «Foi um momento em que houve coisas que não aconteceram como queríamos. Temos responsabilidade nisso e enquanto treinador, sinto-me bastante orgulhoso dos meus jogadores, pelo empenho, pela forma de estar, pela luta que deram, pela garra, pela intensidade que tentaram dar, sabendo eles também que queríamos, mas que as coisas não estavam a sair bem».

Garrido acrescentou que «fomos dependendo de nós até ao jogo com a Espanha. Continuo a dizer que com a Espanha não conseguimos os dois golos de vantagem porque não nos deixaram».

«Queríamos muito estar na final, fizemos muito para estar na final. É um campeonato com muitas contrariedades e com muita coisa diferente do campeonato normal: ganhámos à Espanha, empatámos com Itália e não estamos na final. A Espanha ganhou a Andorra, à Alemanha e à França e está na final. Portanto, há aqui muita coisa que aconteceu de forma diferente e acho que, apesar de não estarmos ao nível que pretendíamos, podíamos estar perfeitamente na final», concluiu.

Toor Azemad

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