O Patinódromo de Beidaihe (China) foi o palco da vertente de Pista do Campeonato do Mundo de Patinagem de Velocidade, tendo terminado no dia de ontem com um balanço positivo.

Numa pista com algumas particularidades, nomeadamente a largura de 7,50m, o relevê simétrico em parabólica e o piso de marca diferente das que conhecemos, a seleção nacional lutou contra uma sempre forte Colômbia, uma Índia em grande ascensão e os países asiáticos a correrem em casa (China, China Taipé e Coreia).

Apesar de não ter atingido medalhas, o desiderato da seleção nacional foi bastante positivo, com a consistência das prestações nacionais a ser elogiada por muitas das seleções presentes.

O primeiro destaque vai para o facto de todos os patinadores convocados terem já atingido, pelo menos numa prova, os Objetivos mínimos de participação, o que diz bem da qualidade dos patinadores presentes.

Em Seniores Masculinos, destaque para o brilhante 7º posto de Miguel Bravo na prova de 10km a Eliminar, numa prova que esteve em grande nível. Realce também para o 11º posto de Afonso Silva nos 1km Sprint. António Freitas obteve a sua melhor classificação nos 500mts sprint com a 17ª posição.

Já nos Seniores Femininos, Jéssica Rodrigues obteve como melhor prestação um fantástico 9º lugar na prova de 1km Sprint após ter ficado a apenas 23 milésimos da final.

Nos Juniores Masculinos, Manuel Piteira tem a grande nota de destaque com o 7º posto conquistado na final de 1km Sprint, sendo que Martim Vieira obteve como melhor classificação o 18º lugar nos 500mts sprint. Quanto às Juniores Femininas, estiveram em patamar de excelência, com Leonor Ladeira a ser, de forma espetacular, 6ª classificada nos 500mts Sprint e 1km Sprint, bem como Francisca Henriques que de forma também brilhante conquistou a 6ª posição nos 10km a Eliminar.

De referir ainda que todos os patinadores presentes obtiveram já o Estatuto de Alto Rendimento para a próxima época, fruto das classificações obtidas neste Mundial e no Europeu de Gross Gerau.

Segue-se, a partir de amanhã, a vertente de Estrada, com ambição ao mais alto nível. O percurso é também difícil e desgastante e a resiliência e capacidade de sofrimento dos patinadores lusos vai ser determinante.