No segundo jogo da fase de grupos do WSE Euro Men, Portugal perdeu por 1-3 diante da França, em encontro disputado esta terça-feira no Pavilhão Rota dos Móveis, em Lordelo (Paredes).

A formação gaulesa entrou com maior ascendente e criou a primeira grande oportunidade logo aos três minutos, travada por Xano Edo. Portugal optou pelo ataque organizado e respondeu com algum perigo, mas Chambel estava atento.

As duas equipas imprimiram um ritmo intenso nos primeiros momentos, com o jogo a tornar-se muito físico, mas com os franceses mais vezes junto da baliza portuguesa. Foram valendo a Portugal um Xano Edo em forma entre os postes e a defesa lusa.

A França apostava nas transições rápidas e aos 15 minutos, acabou por inaugurar o marcador com um remate forte de longe de Marc Rouzé.

A seleção procurou reagir e dispôs de algumas ocasiões, mas Chambell não facilitou. Com o aproximar do descanso, o conjunto luso pressionou mais e a bola chegou a entrar na baliza da França, mas o golo foi anulado por falta de Hélder Nunes.

Momentos depois, com ambas as seleções reduzidas a três de jogadores de pista após cartões azuis a Rafa Bessa e Roberto Di Benedetto, Portugal chegou ao empate: Rafa recuperou a bola a meio-rinque e fez o 1-1, a 15 segundos do descanso.

Na segunda parte, Portugal entrou melhor, com mais posse de bola e mais perto do golo com um remate ao poste de Zé Miranda. A equipa continuou a pressionar e a procurar o golo, mas encontrou pela frente ora a defesa francesa, ora Chambel que foi determinante a segurar o empate.

Quem não marca sofre, e foi o que aconteceu a Portugal que, à passagem do minuto 13 viu Roberto Di Benedetto rematar para o 1-2. No minuto seguinte Portugal desperdiçou a bola parada pela 10.ª falta francesa, com Miguel Rocha a não conseguir superar o guarda-redes gaulês.

A seleção nacional revelou alguma intranquilidade e a França aproveitou, aumentando a pressão ofensiva. A dois minutos do final, Carlo Di Benedetto fechou o marcador em 1-3.

Declarações no final da partida:

Xano Edo:

É um grupo muito intenso. Sabíamos que ia ser assim desde o princípio e é importante que seja assim para entrarmos preparados para os quartos de final.

Hoje foi um jogo muito físico. Tivemos a chance de adiantar-nos no marcador quando o jogo estava empatado, não conseguimos, e eles num lance com menos sorte nossa conseguiram passar para a frente, e passou a ser um jogo mais fechado, com menos chances, e a França conseguiu então assim a vitória.

Paulo Freitas:

A questão emocional é evidente que pesou. Tentámos com que isso não fosse um obstáculo hoje. Penso que o conseguimos em alguns momentos, principalmente na primeira parte, mas o facto de não estarmos à frente do marcador, mais uma vez, fez-nos retroceder sob esse ponto de vista. Foi uma partida contra um candidato, com um tipo de jogo muito físico, o que nos coloca sempre muitas dificuldades. E hoje não conseguimos contornar essas dificuldades.

Não está em causa a atitude dos atletas, estou muito orgulhoso por aquilo que deixaram dentro de pista. Vamos ter a oportunidade de recuperar novamente os atletas e amanhã, de cara lavada e de cabeça levantada, porque para nós é um orgulho representar o país.

Há uma mensagem muito clara que quero deixar: nós continuamos a acreditar que é possível, portanto, que toda a gente também pense da mesma forma e que torne o apoio ainda mais incisivo. Total confiança nos atletas que represento, tenho a convicção que vamos inverter este ciclo.

Com esta derrota, Portugal fica no quarto lugar do grupo A e defronta, na próxima fase, que já é a eliminar, o primeiro classificado do Grupo B.

Amanhã, há clássico ibérico, com a seleção a defrontar a Espanha, às 21h45, com transmissão na RTP 1.