A Seleção Nacional Absoluta Feminina venceu, este domingo, a Catalunha, na final do Torneio Internacional GoldenCat, por 4-5, após desempate por livres diretos. No tempo regulamentar e prolongamento registou-se um empate a três bolas.
Portugal entrou melhor na partida, impôs o ritmo de jogo e inaugurou o marcador aos seis minutos, com Leonor Coelho a rematar da meia distância para o 0-1. Aos dez minutos, Catarina Costa teve oportunidade de ampliar de grande penalidade, mas viu o seu remate travado pela guardiã catalã. Apesar do ascendente luso, a finalização revelou-se perdulária, muito devido à exibição segura da guarda-redes adversária. Já em cima do intervalo, a Catalunha conseguiu chegar ao empate (1-1) de penálti.
Determinada no arranque da segunda parte, a equipa das quinas voltou a passar para a frente com Leonor Coelho a bisar, assistida por Raquel Santos (1-2). Contudo, Joana Xicota respondeu para a Catalunha numa transição rápida, restabelecendo a igualdade (2-2).
Nos minutos finais, Sandra Coelho defendeu o livre direto pela 10ª falta portuguesa, mas pouco depois as anfitriãs chegaram à vantagem (3-2).
Sem nunca desistir, Portugal conseguiu reagir a menos de dois minutos do apito final, numa jogada de 3×2 finalizada por Raquel Santos, forçando o prolongamento. No tempo extra não houve golos, levando a decisão para os livres diretos.
Na marcação dos cinco lances, Portugal foi mais eficaz, com Inês Severino e Raquel Santos a marcarem, contra apenas um golo da Catalunha, selando o triunfo por 4-5 e a conquista do GoldenCat.
Declarações de Ricardo Barreiros no final da partida:
Hoje valeu acima de tudo pela parte desportiva e emocional, mais do que por questões técnicas e táticas. Na primeira parte demos continuidade ao que tínhamos feito no primeiro jogo contra elas.
O desafio era exatamente esse: tentarmos fazer as mesmas coisas, mas melhor e conseguimos. Na segunda parte penso que a parte desportiva sobrepôs-se e não fomos tão racionais, tão disciplinados, tão focados no que eram os pontos que tínhamos decidido que eram importantes para este tipo de jogos. Mas, claro, quando chegas ao final dos jogos e estás tão perto de ganhar, é natural que a emoção se sobreponha à razão.
Contente pela vitória que elas conseguiram e pela alegria que eu sinto que elas sentiram com este resultado. Dá-nos ânimo e conforto de que estamos a trabalhar, no caminho que achamos que é o mais certo e que elas acreditam.
