A seleção nacional está na final do WSE Euro Men, após eliminar a Espanha, esta noite, na segunda meia-final da competição. A partida terminou empatada a duas bolas no tempo regulamentar, mas nas grandes penalidades Portugal marcou três e Espanha, duas (resultado final 4-5).

Portugal vai disputar o título frente à seleção francesa, este sábado, às 21h45.

No Pavilhão Rota dos Móveis a seleção nacional entrou determinada frente à Espanha, assumindo a iniciativa de jogo desde os primeiros instantes.

Logo na saída de bola, Gonçalo Alves testou o guarda-redes espanhol. Pouco depois seguiu-se novo remate perigoso de Rafa, a sair por cima.

Portugal protagonizou uma excelente entrada e durante os primeiros cinco minutos, a equipa portuguesa esteve por cima no encontro, com sucessivas investidas à baliza adversária. Zé Miranda esteve perto de inaugurar o marcador, com rotação à meia-volta com muito perigo, mas a bola saiu ao lado.

O conjunto espanhol fez alterações na equipa e conseguiu equilibrar mais a partida, mas Portugal manteve o ritmo intenso.

À passagem do 12.º minuto, o conjunto das quinas esteve mais uma vez perto do golo, com um remate forte de Hélder Nunes. A equipa nacional manteve a pressão, mas Espanha foi conseguindo travar as investidas e responder com perigo, obrigando Xano a mais intervenções decisivas.

Nos instantes finais do primeiro tempo, Portugal apostou na meia-distância, mas mesmo a jogar em powerplay por azul mostrado a Cervera, a seleção foi para o intervalo com o nulo no marcador.

No regresso para a etapa complementar os espanhóis entraram mais perigosos, mas Portugal manteve a coesão defensiva e continuou a procurar o golo, com dois remates de Hélder Nunes defendidos por Ballart.

No entanto, aos 12 minutos, uma jogada individual de Aragonês resultou no primeiro da partida. A resposta de Portugal foi imediata: Luís Querido rematou do meio-rinque e Miguel Rocha, na área, desviou para o golo do empate (1-1).

Portugal mostrava que não se renderia e, numa altura em que o público começou a entoar o hino nacional, o conjunto das quinas como que embalado, encetou uma jogada coletiva que terminou com Hélder Nunes a fazer o 1-2 e a operar a «remontada», a oito minutos para o fim do jogo.

A seleção continuou a insistir no caminho para a baliza espanhola e esteve muito perto do golo por Gonçalo Alves e depois Rafa Bessa. Espanha continuou a pressionar e 29 segundos do apito, já a jogar em 5×4, logrou marcar e devolveu o empate ao marcador, obrigando ao tempo extra.

Nos primeiros cinco minutos do prolongamento Portugal insistiu, Com Zé Miranda muito perto de fazer golo e a obrigar Ballart a uma grande defesa, mas até ao término dos dez minutos extra, as equipas optaram por não arriscar e a decisão foi para as bolas paradas.

Portugal sofreu até ao fim, mas nos penáltis, a seleção converteu três (um de Alvarinho e dois Gonçalo Alves), contra dois da Espanha e está na final do Europeu amanhã, frente à França, às 21h45.

Declarações de Paulo Freitas no final da partida:

Fizemos um jogaço! Esta é a minha opinião. Os primeiros 25 minutos então foram fantásticos. Depois demorou-nos ali um bocadinho a entrar na segunda parte, aumentámos outra vez os níveis de intensidade, aumentámos a dinâmica, a mobilidade com bola e sem bola, e acho que o resultado acaba por ser justo.

Os jogadores estão de parabéns por tudo o que fizeram, por tudo o que têm sofrido, por tudo o que temos ouvido. Hoje os jogadores deram uma primeira resposta. Agora vamos tentar recuperá-los, voltar a focar e amanhã estaremos aqui, como já tive oportunidade de dizer, mais uma vez de cara lavada, de peito aberto e as finais nºão se jogam, as finais são para ganhar.

Amanhã vamos manter o registo e temos de competir que nem animais novamente. Vamos ter uma França muito competente, que é uma grande equipa, composta por enormes jogadores nos dois sentidos: são enormes na qualidade e enormes também na altura, o que nos coloca sempre dificuldade na dimensão física.

Temos aqui muito trabalho ainda pela frente, para tentar recuperar os jogadores, para amanhã podermos estar na nossa melhor versão e se possível, numa versão ainda melhor do que aquela que apresentámos hoje.