Num jogo com incerteza no resultado até ao final, e depois de estar a vencer com dois golos de vantagem, Portugal acabou por ceder nos momentos finais, numa partida em que as bolas paradas foram determinantes.

O conjunto luso entrou com velocidade e perigo, saindo muito rápido para o ataque, enquanto os franceses tentavam baixar o ritmo imposto pelos comandados de Paulo Freitas, com as duas equipas a «obrigar» Chambel e Girão a dizer «presente» no jogo. Carlo di Benedetto inaugurou o marcador de livre direto, na sequência de azul mostrado a João Rodrigues, ao minuto 17 (1-0).

A seleção orientada por Nuno Lopes animou com o golo, mas Portugal insistiu no caminho para a baliza embora sem conseguir finalizar, até ao minuto 13, altura em que Rémi Hérman viu o azul por falta na tabela sobre Hélder Nunes. Chamado a converter, Gonçalo Alves rematou colocado para o fundo da baliza francesa e restabeleceu o empate (1-1).

Quatro minutos jogados após o empate, Roberto di Benedetto cometeu falta para penálti. De novo Gonçalo Alves, não marcou na cobrança, mas marcou na recarga, com uma «picadinha» na zona inferior do poste direito (1-2).

A partir daqui os gauleses procuraram o 1 para 1 na tentativa de desequilibrar, mas a seleção das quinas não abrandou e foi à procura do terceiro, criando muitas dificuldades a Pedro Chambel, mas que foi negando o golo, com o resultado a manter-se inalterado ao intervalo.

Ao intervalo, a aseleção nacional vencia por 1-2 | ©Catarina Maria | FPP

No primeiro minuto do segundo tempo França igualou a partida na cobrança do livre direto pela 10ª falta assinalada a Portugal (2-2). Com o marcador novamente empatado, a equipa das quinas insistiu e voltou a ficar em vantagem, ao minuto 22: Gonçalo Pinto na área conseguiu aproveitar um espaço reduzido para roubar a bola ao adversário e finalizar para o 2-3. No mesmo minuto foi a vez de França cometer a 10ª falta, mas desta vez Gonçalo Alves rematou ao lado. No minuto seguinte, novo lance de bola parada por azul mostrado a Carlo di Benedetto com Chambel a negar o golo a Hélder Nunes.

Ainda em powerplay, Portugal chegou aos dois golos de vantagem numa jogada que começou em Gonçalo Alves atrás da baliza francesa a colocar em João Rodrigues e este a assistir Hélder Nunes, que fez o 2-4 (Minuto 20).

A patinar atrás do prejuízo, os franceses subiram as linhas e criaram mais volume atacante e, em pouco mais de um minuto, marcaram três golos, colocando-se em vantagem no marcador: primeiro Roberto di Benedetto a rematar forte da zona central e a surpreender Girão (3-4), depois pela 15ª falta lusa, Carlo di Benedetto igualou (4-4) e, no mesmo minuto, um desacerto defensivo de Portugal resultou no 5-4.

Portugal não desistiu e marcou no minuto seguinte com um «tiro» da meia-distância de Hélder Nunes (5-5), mas a 16 segundos para o término da partida, foi assinalada a 15ª falta a Portugal, cujo livre direto a França converteu no 6-5 final.

No final do encontro, o selecionador nacional, Paulo Freitas, confessou que a equipa estava preparada «para ter outro tipo de resultado, mas o que é um facto é que o jogo proporcionou-se desta forma. Relativamente àquilo que foi a atitude competitiva que os meus atletas tiveram dentro de pista, não tenho nada a dizer».

Gonçalo Alves e Hélder Nunes bisaram na partida | ©Catarina Maria | FPP

Freitas explicou que «vamos tirar muitas ilações e ter de corrigir algumas coisas porque a ganhar por dois golos de diferença temos de ter uma clareza diferente dentro da pista» e considerou que foi um jogo que acabou «por ser decidido muito na bola parada por parte da equipa francesa». «Numa parte inicial da partida criámos muito, mas fomos ineficazes na cara do guarda redes que teve uma exibição muito positiva», disse.

Para o jogo de amanhã, frente à seleção espanhola, Paulo Freitas deseja que a equipa tenha «a capacidade de, neste intervalo de tempo tão curto, recuperar fisicamente e que possamos depois corrigir aquilo que hoje não conseguimos fazer bem na pista e amanhã cá estaremos para lutar pela vitória».

Gonçalo Alves considerou que «foi um bom jogo de hóquei em patins» em que «as duas equipas queriam vencer a partida». «Marcámos cinco golos, tivemos muitos bons momentos no jogo e alguns momentos em que estivemos abaixo do que temos que fazer. Temos de olhar para o que fizemos de mal olhar também para o que fizemos de bem e voltar amanhã com a mesma vontade e ambição. Temos um jogo amanhã para estar nas meias finais da Taça das Nações e é isso que vamos à procura», concluiu.

Esta sexta-feira a seleção nacional disputa o último jogo da Fase de Grupos, frente à seleção espanhola, às 20h00. Assista aos jogos ELEVEN na DAZN e confira todos os resultados e fichas de jogo aqui.

 

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