Em mais uma final ibérica, Portugal sagrou-se vice-campeão europeu de hóquei em patins feminino, depois de perder com Espanha, por 5-3, no Pavilhão Municipal de Luso.

As espanholas entraram melhor e marcaram dois golos nos quatro minutos iniciais da partida, mantendo a pressão ao longo de toda a primeira parte, sem que a seleção portuguesa conseguisse dar resposta. Até ao intervalo, Espanha marcou mais dois e Marlene Sousa reduziu para 4-1.

No início da segunda metade, a equipa das quinas entrou a marcar, por Rita Batista, que perfez o 4-2, mas no minuto seguinte, Espanha marcou o quinto e último golo do europeu. Maria Sofia Silva marcou o terceiro golo da seleção portuguesa e estabeleceu o resultado final.

A capitã da seleção, Marlene Sousa, fez questão de começar por agradecer em nome da equipa «a todo o público que nos apoiou, porque foi fantástico do início ao fim, quer todas as pessoas que estiveram aqui, quer por todas as mensagens que fomos recebendo».

Sobre o jogo, a atleta explicou que este não era o desfecho desejado: «demos tudo o que tínhamos em campo. Esta é uma equipa com muita alma e acreditámos até ao fim. Em alguns momentos se tivéssemos sido mais pragmáticas – como o nosso treinador pede muitas vezes – o desfecho poderia ter sido outro, mas demos tudo e quem esteve aqui sabe que lutámos até ao último segundo para que o resultado fosse diferente. Obrigada a todos e parabéns à Espanha».

No final da partida, também o selecionador nacional, Hélder Antunes, quis começar pelos agradecimentos «a todos os portugueses que estiveram presentes no pavilhão do Luso» e que «acompanharam nas transmissões televisivas, a todos os que viram hóquei – sobretudo na vertente feminina pela primeira vez – e ficaram fãs desta Seleção, a todos os clubes portugueses que têm apostado e continuarão a apostar no hóquei em patins feminino e a toda a estrutura diretiva da Federação de Patinagem de Portugal, na pessoa do presidente, Luís Sénica, pelas condições que nos proporcionaram para que pudéssemos almejar chegar ao título europeu».

Na análise à final, o técnico explica que o jogo «resume-se a quem coloca a bola dentro da baliza. Espanha foi mais eficaz, entrou melhor no jogo». «Se dividirmos o jogo em duas partes, na primeira, Espanha foi superior, penso que na segunda, Portugal foi superior». Para Hélder Antunes, Portugal jogou «olhos nos olhos» embora não tendo «o mesmo índice de aproveitamento que teve a Espanha na primeira parte», a equipa criou «oportunidades na segunda parte para podermos virar ou levar o jogo ainda a prolongamento».

O treinador afirmou que «temos de estar orgulhosos da forma como acreditámos e lutámos, porque não é fácil estar numa final com quatro golos de desvantagem e acreditar que podemos virar. E se há coisa que ninguém pode dizer o contrário, é que a equipa entrou na segunda parte completamente crente que ia virar o resultado. Foi notório pela forma como as jogadoras se entregaram». «Há que estar de cabeça levantada e há que continuar a trabalhar, ainda mais para que, da próxima vez, o desfecho seja a nosso favor», concluiu.

Toor Azemad

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