A seleção «Observar e Validar o Futuro» classificou-se em terceiro lugar no Challenge Rafael Oliveira, ao vencer a equipa italiana Team Azzurre, por 3-6. As espanholas do HC Palau foram as vencedoras da competição de Sub-17 de Hóquei em Patins, que decorreu no Luso.

A equipa portuguesa entrou bem no jogo, com o primeiro golo a surgir logos aos três minutos, por Naiara Gonçalves. Leonor Coelho marcou o dois zero e, antes do fim da primeira parte, as italianas reduziram para 1-2, resultado com que as equipas foram para o intervalo.

Na segunda parte, a Team Azzurre entrou mais decidida e conseguiu mesmo chegar ao empate, obrigando as equipas a prolongamento.

No tempo extra, a equipa lusa conseguiu superiorizar-se com mais três golos (um de Matilde Lua e dois de Inês Severino), fixando a contagem nos seis, garantindo a vitória e o terceiro lugar na competição.

No balanço do jogo, o selecionador Hélder Antunes explicou que «falta-nos a maturidade para nos jogos decisivos saber aguentar bola, ser pacientes e perceber que o jogo tem momentos e que, estando a ganhar por dois, não se pode jogar como se estivesse 0-0. «É isso que falta e também que nos faz crescer. Depois, colocámo-nos a jeito com dois erros próprios, onde permitimos que a Itália acreditasse que podia ganhar o jogo e passámos por alguns momentos complicados. Mas a equipa voltou a estabilizar, voltou a superiorizar-se no jogo e acabámos por normalizar a situação, já em prolongamento», disse.

«No prolongamento, não deixámos a Itália sair a jogar e conseguimos durante algum tempo andar no limite da nona falta. Psicologicamente, se tivéssemos cometido a 10ª falta mais cedo, poderia trazer um desenlace diferente ao jogo, pois são miúdas de 15/16 anos e é a primeira experiência internacional. Acabámos por merecer ser felizes e os golos apareceram com naturalidade».

No que diz respeito ao balanço da prova e do processo evolutivo das atletas, o técnico afirmou que «o balanço poderia ser mais positivo pois, embora com todas as dificuldades e reconhecendo a superioridade das equipas espanholas, poderíamos ter chegado à final. Mas estamos satisfeitos. A equipa que começou, não foi a equipa que terminou. Crescemos, temos continuado a desenvolver este trabalho e, como exemplo, esta equipa que termina o jogo, de cinco atletas, quatro ainda são de primeiro ano. Ou seja, são quatro atletas que, para o ano, poderão continuar a trabalhar e voltar a estar presentes no challenge e o caminho será esse», explicou.

Hélder Antunes mostrou-se otimista em relação ao futuro do hóquei feminino: «a qualidade está a aumentar e a nossa mentalidade competitiva está a ficar um pouco diferente», enfatizando que agora «urge fazer o aumento em quantidade». Na sua opinião, «os clubes têm, de uma vez por todas, desbloquear o mito que o feminino não é só para colmatar ausências nas equipas masculinas» e que se torna necessário «apostar claramente em equipas femininas e colocá-las a competir com as equipas masculinas e fazê-las crescer».

«Aumentámos um pouco a competitividade, estamos a aumentar a qualidade. Isto demora o seu tempo. Agora precisamos urgentemente é de aumentar a quantidade: precisamos de mais atletas, mais equipas e mais clubes», concluiu.

Toor Azemad

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