A seleção nacional de seniores femininos iniciou segunda-feira, o estágio de preparação para o Campeonato da Europa de Hóquei em Patins, que se realiza de 8 a 13 de setembro, em Paredes.
Os trabalhos de preparação incluem a participação no torneio internacional GoldenCat, que decorre de 20 a 24 de agosto, em Espanha.
No arranque dos trabalhos, o selecionador nacional, Ricardo Barreiros, sublinhou a importância deste momento inicial:
«É iniciarmos uma caminhada que todos queremos que acabe da melhor maneira. Entre todos assumimos o compromisso de tentar chegar nas melhores condições possíveis a momentos de decisão, que queremos que se tornem momentos de felicidade.
«Este é o primeiro contacto no período de pós-férias e estes primeiros momentos são sempre de ajustes, reajustes. A nossa maneira de abordar estes primeiros tempos vai ser por aí: irmos de menos a mais para começarmos pouco a pouco a readquirir hábitos e rotinas para podermos começar a trabalhar com vista àquilo que todos queremos».
O técnico destacou ainda a novidade que este ciclo representa para a equipa:
«Também é uma novidade para todos, seja para a equipa técnica, seja para as atletas, esta nossa convivência. Para mim não é novidade estar aqui nestes ambientes, mas gente diferente, ideias novas e vamos tentando comunicar e estabelecer essas ligações, que eu penso que vão ser determinantes para o que queremos fazer».
Sobre a organização do estágio, Ricardo Barreiros explicou que o trabalho será «dividido por fases» com o objetivo de chegar ao europeu nas melhores condições:
«Nesta primeira semana estamos focados em sobretudo começar a readquirir essas rotinas e hábitos, introduzindo já alguns conteúdos. Estamos a tentar gerir da melhor forma os níveis de intensidade e de conteúdos que vamos introduzindo para depois, na segunda fase, que é ir à GoldenCat, voltarmos a ter contacto com a competição, e aí tentar já levar algum conteúdo que possamos pôr em prática e testar».
«Vamos tentando perceber o que vai sendo adquirido, que ajustes é que nós, técnicos podemos ir fazendo, sempre no sentido de proporcionar às atletas as melhores condições. E depois é com as sensações com que viermos desse momento competitivo, que vamos limar da melhor maneira possível aquilo que queremos, e chegar nas melhores condições à competição que, sendo em casa, nos dá no mínimo, a mesma responsabilidade que temos em todo lado, que é de honrar as cores de Portugal e de nos apresentarmos com condições para ganhar».
Sobre a realização do Europeu em território nacional, Barreiros não escondeu a importância de jogar perante o público português:
«É sempre especial, mas não seja pelo contacto e pela relação que normalmente a seleção nacional tem com o público. Tive a felicidade de ter algumas competições enquanto jogador em Portugal e tive as duas sensações, de ganhar e de perder, mas acima de tudo o registo que fica e as recordações que tenho é de sentir-me sempre muito apoiado e com muito calor humano e isso passa-nos sempre para dentro da pista».
