Realizou-se em Turquel, esta segunda e terça-feira, o Torneio OIST, competição que assinalou o encerramento das ações de Observação, Identificação e Seleção de Talentos (OIST) realizadas a nível nacional.
Participaram no torneio 40 atletas, distribuídos por quatro equipas — três masculinas e uma feminina de Sub-17 — selecionados a partir das ações OIST promovidas nas diferentes Associações de Patinagem. Ao longo dos dois dias, os atletas tiveram oportunidade de experienciar o contexto de seleção nacional, num momento de observação, acompanhamento e desenvolvimento.
No final da iniciativa, o selecionador nacional de Sub-17 masculinos, Hugo Azevedo, destacou a qualidade demonstrada pelos atletas e o compromisso sentido ao longo dos trabalhos:
«Mais um ano e, no fundo, foi um bocadinho mais do mesmo: temos sentido que os atletas vêm muito empenhados, com muita qualidade também, o que nos dá garantias de que certamente o futuro será risonho e sentimos cada vez mais compromisso e entrega neste tipo de torneios e nos estágios».

O técnico sublinhou ainda a satisfação da equipa técnica relativamente ao comportamento dos jovens atletas durante o torneio:
«Saímos daqui muito satisfeitos, porque realmente, para além da qualidade que vimos do ponto de vista individual, vimos um comportamento de seleção que queremos tornar quase que transversal a todos os momentos. E este é o primeiro, como tal, dá-nos sempre alento para aquilo que será o nosso futuro».
Hugo Azevedo referiu também a importância deste momento enquanto primeira etapa do processo de observação para futuras seleções nacionais:
«Este é o nosso primeiro crivo, no fundo, para que possamos depois ir constituindo o que será o naipe de jogadores que possam abastecer as próximas seleções de Sub-17. Alguns deles nós já conhecíamos, já cá tinham estado, outros é uma novidade, mas sentimos que estamos garantidos no que toca à qualidade».

O selecionador nacional destacou igualmente a evolução do trabalho desenvolvido nos clubes e nas seleções:
«Tem sido feito um ótimo trabalho nas seleções e nos clubes, disso não tenho dúvidas, porque os atletas chegam aqui com melhores condições, e isto é reflexo daquilo que se tem feito de forma transversal em Portugal».
Num plano mais pessoal, Hugo Azevedo deixou ainda uma reflexão sobre o significado de representar a Seleção Nacional e sobre o crescimento dos jovens atletas:
«Em qualquer circunstância em que eu esteja a servir a seleção nacional é um orgulho e um privilégio. Portanto, independentemente de ser este grupo ou outro qualquer, para mim é sempre muito satisfatório poder estar aqui e conhecer mais atletas de várias idades.
Sinto que tem-me feito muito bem também, do ponto de vista do conhecimento geral dos atletas no nosso país. E vejo com muito bons olhos aquilo que vai ser o futuro, porque os vejo cada vez mais capazes, com mais qualidade e mais comprometidos. E existe já um «mini» profissionalismo dentro destas etapas de trabalho».

No Feminino, Filipe Faria explicou que o torneio assume um enquadramento diferente, funcionando já como preparação para a seleção da presente época:
«Este torneio OIST na vertente feminina acaba por ter um conceito um bocadinho diferente daquilo que é o masculino, visto já ser um trabalho preparatório para o que será a seleção deste ano».
O selecionador nacional de Sub-17 femininos destacou a continuidade do processo de observação e a evolução demonstrada pelas atletas:
«Dando continuidade ao processo iniciado no inter-regiões masculino, procuramos dar continuidade ao trabalho neste segundo momento, um pouco já mais tático, dentro do que pretendemos, e também continuar a observar a evolução que elas têm, tanto connosco, como ao longo da época nos clubes onde estão inseridas.
Levo boas sensações. Notou-se claramente uma evolução desde o primeiro torneio para este segundo momento. Regista-se também já uma maior disponibilidade mental para aquilo que é o jogo e o erro, porque o erro faz parte do processo e aprendemos a lidar com ele».

Filipe Faria considerou ainda que este momento representa o ponto de partida para o trabalho coletivo da seleção feminina:
«A verdade é que este é o ponto de partida para o que vem a seguir, que é um trabalho de campo, onde podem treinar todas juntas e começar a assimilar os processos que pretendemos».
O técnico reforçou também a importância do Torneio OIST no desenvolvimento do hóquei feminino e masculino jovem:
«Continua a ser importante integrar este conjunto de Sub-17 feminino com estes miúdos um bocadinho mais novos. Este Torneio OIST é fundamental e é muito importante que ele continue nos próximos anos, tanto ao nível feminino como ao nível masculino».
Por fim, Filipe Faria salientou a evolução competitiva das atletas nos últimos anos e o impacto das novas oportunidades competitivas criadas para os escalões femininos:
«Nota-se uma evolução. A competitividade, as valências, as competências que as atletas, essencialmente nos escalões mais jovens têm atualmente, são muito mais do que tinham, por exemplo, antes do Covid.
Hoje em dia têm vários momentos competitivos: têm um inter-regiões todos os anos só para elas, um campeonato sub-15, um de sub-19 e estamos a falar de um campeonato que agora deixou de ser concentrado num único fim de semana e passou a ter várias concentrações e irá ter uma fase final. Têm também a possibilidade de jogar noutros escalões, como tal, penso a Federação está a fazer um trabalho evolutivo. Não há a menor dúvida que há muito mais valências e que as atletas têm muito mais oportunidades para poder evoluir, e isso está à vista».